sexta-feira, 24 de setembro de 2010

SEXUALIDADE NA DEFICIÊNCIA: um desafio para o educador!

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VÍDEOS COM MÚSICAS PARA TRABALHO EM SALA DE AULA

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CANTANDO TAMBÉM SE APRENDE: Trabalho com músicas no Ensino Fundamental

Estilo Musical: Forró

Música: XOTE ECOLÓGICO (LUIZ GONZAGA)

OBJETIVOS:

Identificar a tipologia textual e suas características;
Relacionar fonema e grafema;
Ler e interpretar textos;
Vincular o discurso oral com o texto escrito.
Discutir sobre os problemas ecológicos;
Refletir sobre a degradação da natureza
Discutir as ações do homem sobre a natureza;
Compreender a mensagem do texto;
Ler e interpretar a letra da música;
Formular hipóteses;
Estabelecer relação entre o conteúdo da música e o cotidiano.


ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS
1- Levantar os conhecimentos prévios sobre a música:

De que trata a música?
Já ouviram essa música?
Que estilo musical é esse? Quais as características desse estilo musical?
Já ouviram a história de Chico Mendes? Quem é ele alguém sabe?
Porque as pessoas não conseguem mais respirar um ar puro?
Qual o maior destruidor do meio ambiente?
Porque tanta poluição?

2- Entregar a cada um a letra da musica xerocada


Ler a música em voz alta e pedir que eles com o dedo acompanhe
Socialização da música
Atividade escrita
Atividade Manual

3- Dividir a sala em duplas ou grupo para transformar a música em história em quadrinhos. Depois expor as história em quadrinhos em mural e fixar na sala.

4- Atividade de pesquisa para casa

Supondo que alguns alunos ainda não conhecem a história de Chico Mendes, individualmente cada um realizará uma pesquisa sobre sua biografia, para depois socializarmos o que aprenderam com a pesquisa.
5- Orientação para a atividade de pesquisa


SUGESTÃO DE ATIVIDADE

DISCUTINDO A MÚSICA

Música: XOTE ECOLÓGICO
Composição: LUIZ GONZAGA


Não posso respirar
Não posso mais nadar
A terra está morrendo não dá mais pra plantar
E se plantar não nasce e se nascer não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar.
Cadê a flor que estava ali?
E o peixe que é do mar?
Poluição comeu!
O verde onde é que está?
Poluição comeu,
Nem Chico Mendes sobreviveu!


1. Leia e responda as questões abaixo:
a) Qual o título da música? E quem escreveu?

b) A música fala de que?
c) O que você entende por meio ambiente?

d) Cite os problemas ambientais na sua cidade?
e) Que situação devem ser citadas para melhorar esta situação?

f) Cite alguns problemas que as bebidas alcoólicas (pinga) podem apresentar em seus consumidores.

G) Quais as soluções você daria para solucionar os problemas citados na letra da música?

2- Solicitar que as crianças criem histórias em quadrinhos com as partes da música ilustrando com desenhos.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

ESTÁGIO DE REGÊNCIA: ARTICULAÇÃO TEORIA E PRÁTICA


A terceira e mais longa fase do estágio foi o período de regência, o qual ocorreu no período de 03 a 28/05/2010, com a relização de um Projeto de Estágio Intitulado “Cantando Também se Aprende”. O mesmo partiu das necessidades colocadas pelos docentes da escola em reunião realizada juntamente com os estagiários e a orientadora do estágio, a professora Socorro Cabral. O Projeto buscou trabalhar os estilos musicais, dando a eles condições de aprender e tendo como objetivo desenvolver a imaginação através da música, fazer com que eles passem a ter prazer em ler e proporcionar atividades que desenvolva o interesse na leitura e escrita. Desta forma, propomos um trabalho que pudessem apropriar-se da música como um meio de desenvolvimento de habilidades tanto em interpretação e produção textual.


As duas primeiras semanas do estágio foram marcadas por grandes expectativas, anseios, medos de errar, frustrações e desafios, no entanto no decorrer do processo foi contornada a situação, também tivemos um apoio muito grande da professora orientadora de Estágio que estava sempre presente tirando nossas duvidas e dando-nos forças para tão grande tarefa. Também a projeto de intervenção elaborado foi algo muito rico e que deu certo, isso nos mostra a importância de um trabalho planejado previamente, já sabíamos o que fazer em sala de aula e se algo fugisse do planejamento proposto sabíamos como contornar a situação.

A terceira e quarta semana já foi mais tranqüila, não tinha, mais o medo de errar, percebi que ser professor, não é algo fácil, que tem que ter garra, tem que haver uma boa preparação, que nem sempre o Curso Superior proporciona. É necessária, também a prática e a pesquisa para formar um bom professor, seguro e consciente, que proporcionará aos seus alunos aprendizagens significativas e prazerosas capaz de superar os dilemas encontrados. Vários foram os dilemas enfrentados durante a trajetória do estágio a começar com a realidade das escolas o real X ideal, a escola está longe da realidade de seus alunos, a formatação de escola hoje não cabe no contexto atual onde as novas tecnologias da informação estão a todo vapor, o professor não é mais a única fonte de conhecimento, a sociedade está avançando, os tempos mudaram e a educação continua a mesma.

Vivenciamos também, o dilema da teoria e prática, visto que o curso de Pedagogia é marcado pela dicotomia entre teoria e prática, por conduzir o curso teoricamente e só no final é que temos contato com a prática. Ao longo de nossa formação acadêmica, na graduação do curso de Pedagogia, temos verificado algumas situações, relações e contradições que de certo modo, tem suscitado nossa reflexão.Dentre as quais, o estágio extra-curricular foi eleito como sendo um dos principais focos de contribuição para reforçar o discurso da dicotomia da práxis pedagógica no referido curso. A partir desta perspectiva, o estágio deve ser colocado como eixo articulador entre teoria e prática, já que os elementos da prática são trazidos pelos estágios e reelaborados nos cursos de formação docente, garantindo a produção de conhecimento nas áreas específicas da docência (Estevan, 2002).

Outro dilema encontrado em nosso período de regência foi à heterogeneidade da turma, encontramos alunos em vários níveis de desenvolvimento. Foi percebido através do diagnostico que as crianças se encontravam nos níveis pré-silábico, silábico, silábico alfabético e alfabético, isso dificultou um pouco o trabalho em sala de aula. Vivenciamos também o dilema da indisciplina, tivemos dificuldade de manter algumas vezes a sala concentrada nas atividades, os alunos já estavam acostumados com a rotina da sala, onde a indisciplina era constante, dessa forma se negavam aceitar as novas regras.

No entanto percebemos que os dilemas existem para qualquer professor e devem existir sempre, pois é através dele que fazemos nossas reflexões e renovamos nossas práticas, o que muda de uma pessoa para outra é a forma de enfrentar e a maneira como cada um lida com eles vai depender de sua experiência, da sua subjetividade e principalmente do contexto em que está inserido cada um. Percebi que o ambiente de sala de aula é deveras complexo. A dinâmica de sala é um emaranhado de idéias, atos e atitudes que englobam educador e educandos, sob a supervisão do professor responsável, para que o intuito final – que é de ensino-aprendizagem dos alunos e do professor regente, – se dê por completo.


O ENCERRAMENTO

A culminância do projeto que orientou o estágio supervisionado foi em forma de exposição de alguns compositores musicais e com apresentações de algumas musicas trabalhada durante o mês com os alunos, além de exposições de trabalhos produzidos pelos alunos,cada sala apresentou seu Gênero Musical escolhido e seu cantor homenageado. Foi escolhido um aluno para fazer a apresentação do Gênero Musical escolhido, em seguida cada sala fez sua apresentação musical de acordo com o gênero musical que escolheu, a apresentação musical girou em torno de Coreografia, dança e canto, apresentando o resultado da intervenção “Cantando também se aprende”.



Houve também, Comunicação de Trabalhos em Banners: No pátio do Auditório, foram expostos banners com as apresentações dos estilos musicais trabalhados em sala de aula durante a realização do Projeto. Escolheu um aluno de cada sala para fazer a comunicação dos banners de acordo com a escolha do seu Gênero musical.

Também teve Exposição de Tela dos Alunos: foram expostas as telas dos alunos no pátio do auditório. As telas são representações e expressões de pinturas a partir da interpretação da música escolhida por sala. Além disso, foram expostos trabalhos produzidos em sala de aula durante a realização do projeto e também com fotos de todo período do estágio. Por fim, foi servido um delicioso acarajé para toda a escola finalizando com o gênero musical Axé com muita alegria e descontração.

Dentro desse contexto, a atividade de regência foi sem dúvida uma experiência muito boa. Por um curto período consegui aprender muito sobre como lidar com educandos dentro e fora da sala de aula, como me fazer entender pelos alunos e como agir em ocasiões específicas e muitas outras coisas que não caberiam num relatório. Entretanto acredito que o papel da disciplina Prática Pedagógicas do Ensino Fundamental I foi cumprido. Ao longo das aulas na Universidade e das aulas ministradas no Instituto de Educação Régis Pacheco, onde atuei a regência, conseguir unir a teoria e a prática – embora num tempo pequeno -, enchendo de sentido os meus anos de estudo na universidade.


Nessa expectativa concordamos com Pimenta e Lima quando afirmam que:

Assim, numa perspectiva de ritual de passagem, esperamos que essa caminhada pelas atividades de estágio se constitua em possibilidade de reafirmação de escolha por essa profissão e de crescimento, a fim de que, ao seu término, os alunos possam dizer “abram alas para a minha bandeira, porque está chegando a minha hora de ser professor. (PIMENTA e LIMA, 2004, p.100)


Diante disto fica evidente a importância deste período na vida acadêmica trará para cada um de nós, almejando sempre fazer um trabalho significativo, que proporcione um crescimento de todos.No geral acredito que o meu objetivo foi alcançado: conseguir apreender mais ferramentas para utilizar na prática de educador. Aprender e ensinar são atividades que não são desvinculadas. Dessa forma, não só ensinei, mas principalmente, aprendi a ensinar, e pude desta forma ampliar o meu conhecimento que serão utilizados na minha vida profissional como educadora e assim finalizo com as palavras de Freire, “Ninguém sabe tudo. Ninguém ignora tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre”, Serei sempre uma Eterna Aprendiz!

ESTÁGIO DE OBSERVAÇÃO


O estágio de observação foi muito significativo e de grande aprendizado, pois, pude ver de perto a realidade da escola e compreender um pouco de cada criança ali presente, foi uma experiência riquíssima que possibilitou um aprendizado e uma reflexão a cerca da prática da professora e a prática que teria quando fosse atuar sozinha foi muito prazeroso esse período de experiência, pelo fato de poder assimilar habilidades e competências exercidas pelo professor em sala de aula e levá-las para minha regência.

A semana de observação foi pautada na reflexão a respeito das dificuldades encontradas na sala de aula e nas possíveis soluções a encontrar, por isso é importante o olhar de um professor que não deve se acomodar com as diversas dificuldades encontradas, porém, perceber nestas, o caminho para mudanças significativas, facilitando em todo o período de estágio.


O período de observação, foi realizado nos dias 22//03/2010 a 26/03/2010 , onde foram levantados dados a respeito dos aspectos físicos, pedagógicos e administrativos da escola, bem como aspectos relacionados ao corpo discente e docente.

O período de co-participação, ocorreu entre os dias, 25 e 26 de março de 2010, foi desenvolvido atividades diagnósticas de Língua Portuguesa e Matemática, visando detectar o nível de conhecimento da turma para poder aplicar o projeto de intervenção de forma satisfatória. A atividade diagnóstica foi realizada durante o período de observação, tendo como objetivo conhecer o nível da lecto-escrita dos alunos.
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Fizemos o diagnóstico da leitura (individual com a ficha de sugestão Leitura e Compreensão). Individualmente aplicamos um questionário de reconhecimento do aluno, depois uma atividade com o objetivo de saber o nível da lecto-escrita de cada aluno. Na atividade estavam incluída questões referentes a interpretação, ao nome próprio, à escrita e leitura de palavras e frases, a relação entre imagem e palavra, a diferença entre símbolo-letra-número, a escrita de pequena história, e também uma atividade de matemática onde possibilitava ao aluno demonstrar conhecimentos lógicos matemáticos.


Assim, durante o período de observação foi evidenciado que alguns alunos encontram-se ainda não alfabetizados e com dificuldades em leitura e escrita e isso tem dificultado todo o processo de aprendizagem. Desta forma, propomos um trabalho que pudessem apropriar-se da música como um meio de desenvolvimento de habilidades tanto em interpretação e produção textual.

Durante a reunião ficou claro para todos nós, que os alunos do IERP necessitavam de um trabalho intenso com leitura e com escrita. E o nosso grupo ficou com o Projeto de Leitura, focando um dos gêneros textuais: música. Dentro desse contexto, a escolha pela temática surgiu a partir da discussão juntamente com os professores da instituição de ensino onde foi realizado o estágio.


A partir das observações e diagnósticos feitos durante os dias 25/03 e 26/03/2010, esquematizamos um quadro de cognição, com o intuito de direcionar e embasar a realização das nossas atividades durante o estágio.



O que sabemos?
 Dificuldade em reconhecer os estilos musicais;
 Alguns alunos não lêem, e tem dificuldades na escrita;
 Alguns alunos não conseguem reconhecer as letras do alfabeto.

O que queremos saber?

 Trabalhar com os estilos musicais;
 Proporcionar atividades que desenvolva o interesse na leitura e escrita;
 Identificar e diferenciar os diferentes tipos de música;
 Construção de histórias infantis;
 Trabalhar com as tipologias textuais;
 Proporcionar atividades que desenvolva o interesse na leitura e escrita;
 Identificar e diferenciar os diferentes tipos de textos: música;
 Desenvolver a imaginação através da música.

Como fazer?

 Ouvir, interpretar músicas;
 Utilização de imagens, livros com ilustrações;
 Construção de painel coletivo;
 Oficinas de músicas;
 Jogos e brincadeiras;
 Dinâmicas em grupos;
 Disponibilização de diversas musica;
 Utilizar textos e dinâmicas;
 Conversa informal;
 Trabalho em grupo;
 Promover debates e pesquisa

REFLEXÕES SOBRE O ESTÁGIO: ENSINO FUNDAMENTAL I


A disciplina de Práticas Pedagógicas no Ensino Fundamental l, ministrada pela professora Socorro Cabral,para mim fechou com chave de ouro, com este estágio pude entender a perspectiva da professora que é o de encarar o estágio como campo de pesquisa e não como um momento de aplicação da prática. Dessa forma o estágio é a oportunidade de vivenciarmos na prática o processo de ensino e aprendizagem e como se da a relação entre professor e aluno. Considerando a importância dessa prática para minha formação concordo com Pimenta (2004), quando diz: “è preciso valorizar o estágio como campo de conhecimentos necessários aos processos formativos”. Essas contribuições fizeram aprimorar e enriquecer meus conhecimentos cristalizando minha formação, fazendo com que eu trilhasse e escolhesse minha linha profissional.


Partindo dessa perspectiva, pude refletir e vivenciar todo esse contexto na disciplina Práticas Pedagógicas do Ensino Fundamental I que foi de grande relevância dentro do curso, deste as discussões, preparação do projeto e as teorias educacionais debatidas em sala de aula com a professora Socorro Cabral serviram de grande apóio para nortear minha prática e minha conduta profissional. Nessa disciplina tivemos a oportunidade de depararmos com a prática, com isso pudemos perceber o funcionamento da escola, a sala de aula, a organização estrutural de uma instituição escolar, e como se configura a educação no cenário educacional.

quarta-feira, 10 de março de 2010

A Pesquisa como Eixo de Formação Docente

Estaban e Zaccur trazem reflexões dentro da real realidade das práticas escolares e sobre a importância do professor-pesquisador. Apontam para compreensão de que as atividades de estágio e de pesquisa sobre o cotidiano escolar produzem o conhecimento teórico-prático necessário para qualificar os cursos de formação docente e as práticas docentes nas escolas.

Dentro do desse contexto, aborda sobre a importância do estágio articulado à pesquisa sobre o cotidiano dos trabalhos pedagógicos desenvolvidos em ambiente escolar pelos estagiários dos cursos de licenciaturas, tendo como objetivo suscitar sobre a importância do estágio articulado à pesquisa e esses dois vinculados com as vivências dos estagiários nas escolas.

As autoras ressaltam sobre a necessidade e possibilidades de desenvolver trabalhos que articulem pesquisa, estágio e cotidiano escolar que ainda segundo as autoras apesar de reconhecermos a seriedade com que os pesquisadores brasileiros vêm produzindo uma consistente literatura no âmbito da educação, os efeitos de tais avanços pouco se refletem no interior das escolas (ESTEBAN e ZACCUR, 2002).

A partir desta perspectiva, o estágio se coloca como eixo articulador entre teoria e prática, já que os elementos da prática são trazidos pelos estágios e reelaborados nos cursos de formação docente, garantindo a produção de conhecimento nas áreas específicas da docência.

De todo modo, é preciso considerar que a pesquisa de por si, não se sustenta e tampouco, sustenta a prática pedagógica.É necessário que haja uma reflexão e uma ressignificação dessa prática, para que a mesma seja reelaborada e transformada em produção de um novo conhecimento.Portanto, é preciso que o professor seja competente para agir criticamente em seu cotidiano.


ESTEBAN, Maria e Tereza e ZACCUR (orgs). Professor Pesquisador: Uma Prática em Construção. Rio de Janeiro: Editora DPIA, 2002.